Tópico 3 Procura de financiador

Depois de determinar a ideia, deve começar a sinalizar os potenciais financiadores, enquanto a prepara detalhadamente.

O projeto, evento ou programa é estruturado de acordo com as expetativas dos financiadores, pelo que é relevante perceber  quais e que tipo de projetos o financiador pretende apoiar, bem como quais as condições que definiu para tal. Se não tiver a oportunidade de contactar alguns dos potenciais financiadores, deve estabelecer ligações com pessoas que já tiveram experiências anteriores com os mesmos, procurando informação que lhe possa ser relevante. Pode marcar uma reunião com essas pessoas. A nossa área de atuação é um importante ponto de partida para os financiadores. Embora disponibilizem formulários de candidatura e instruções que nos orientam sobre como atribuem os seus fundos, se não dispusermos da informação correta, devemos procurar obtê-la. O nosso interesse pelos seus apoios, além de nos dar a oportunidade de colocarmos questões importantes, aumenta o nosso nível de credibilidade perante os financiadores.

Mas onde procurá-los e como reconhecê-los ?

Precisamos, primeiro, de determinar qual o tipo de projeto e a sua finalidade, explorar a disponibilidade de financiadores e patrocinadores pertencentes aos setores público ou privado e financiamentos de âmbito regional, nacional ou mundial. A lista interna de todos os contatos, desde empresas, associações, fundações, embaixadas, municípios, ministérios, etc., bem como os seus contatos pessoais, representam a base para sinalizar potenciais financiadores. Esta lista deverá ser monitorizada até à submissão do projeto. A utilização do motor de busca do Google pode ajudar neste processo de pesquisa de financiadores.

A criação de grupos de interesse em redes sociais pode ajudar-nos significativamente na obtenção de informação sobre o financiamento de projetos. Na literatura de gestão de projetos, o “mapeamento de financiadores” possibilita o seu acompanhamento. Representa o processo de conceção, mapeamento, estabelecimento de interação com financiadores e monitorização das diferentes possibilidades de financiamento.

Independentemente do montante ou das suas caraterísticas, cada financiador tem as suas exigências e critérios de avaliação e atribuição de financiamento. Os erros iniciais mais frequentes por parte das organizações culturais que procuram angariar fundos ocorrem devido a insuficiências de informação no que se refere à candidatura ao financiamento disponível ou à preparação indevida da candidatura. Esta situação reflete-se mais frequentemente no incumprimento das condições dos formulários, não apresentando a documentação necessária, não cumprindo prazos, definindo objetivos irrealistas, não preparando o orçamento adequadamente, etc.

Releve-se que a credibilidade é muito importante, facilitando o processo de atribuição de financiamento. É conseguida pela seriedade, consciência, dedicação e capacidade de responder nos prazos definidos, bem como pela demonstração de interesse pelos financiadores.

A comunicação é também um aspeto importante da gestão do projeto. A forma como nos apresentamos enquanto falamos com os financiadores, como apresentamos a nossa ideia ou como respeitamos o tempo definido para apresentarmos o projeto são essenciais. Deve salientar-se que a nossa abordagem tem um papel importante quando estamos “cara-a-cara” com potenciais financiadores ou patrocinadores, bem como quando procuramos informações sobre as condições de financiamento e/ou convencê-los de que somos nós que devemos receber o seu financiamento.

(Radjo & Mujkic, 2018)

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