Tópico 4 Lobbying e comunicação

O lobbying constitui uma forma especializada de argumentação. É um método estratégico e planeado de influenciar os decisores. As suas caraterísticas centram-se numa comunicação aberta (bidirecional), relacionando os interesses dos diferentes stakeholders, criando situações vantajosas para ambas as partes e investindo em relações de longa duração com os decisores (Diretrizes sobre Lobby e Advocacia, 2010).

Exemplos de lobbying:

  • cartas pessoais;
  • contactos telefónicos pessoais;
  • reuniões presenciais com decisores (tais como, por exemplo, deputados parlamentares);
  • contactos informais em receções (por exemplo, no Ministério dos Negócios Estrangeiros);
  • visitas de trabalho com decisores;
  • elaboração de estratégias conjuntas.

Os financiadores tornam-se mais recetivos quando estamos bem informados, quando somos inovadores, quando celebramos parcerias e quando somos apoiados por outros financiadores. Além de outras ações exigentes na cadeia de gestão de projeto, a comunicação com os financiadores é de importância crucial. Deve ser liderada por alguém da equipa com elevada capacidade de comunicação, procurando transmitir, de forma simples e eficaz, a mensagem do projeto. O respeito pelas regras para uma boa comunicação, seja verbal ou não verbal, estabelece as bases para a construção de parcerias sólidas com os financiadores. “Encantar” os financiadores é uma expressão vulgarmente utilizada na gestão de projeto. “Encantar”, neste sentido, refere-se a eloquência, competência, precisão, atitude positiva e prontidão.

Exemplos de algumas das competências que um bom comunicador deve possuir no processo de angariação direta ou indireta de fundos:

Atrair a atenção dos financiadores

Construir relações

Saber explicar

Saber como contar a história – relação afetiva

Tente encontrar pessoas que já conheçam a sua organização e que a apresentem a potenciais financiadores.

Organize eventos interessantes e convide os potenciais financiadores. Organize uma reunião com um membro respeitável da entidade financiadora

Depois de atrair a atenção dos financiadores, é necessário construir uma relação, pedir conselhos e desenvolver uma narrativa.

Não solicite financiamento na primeira reunião. Explique por que razão são financiadores interessantes para a organização, como podem contribuir e quais são os planos estratégicos da sua organização. Nesta fase, não está a pedir nada, mas sim a demonstrar interesse nos financiadores e no seu campo de atuação.

Os financiadores querem investir nas organizações e instituições que conseguirão obter os melhores resultados e alcançar o maior número de pessoas nos domínios previamente definidos.

Os financiadores interessam-se, em particular, por aquilo em que se diferenciam, no seu programa de atividades, no objetivo e efeitos da sua atividade, nos planos para o futuro, nos resultados que pretende alcançar e na equipa com que trabalha.

A relação emocional com a sua organização é sempre o maior trunfo. Independentemente da qualidade do seu projeto, se os potenciais financiadores não gostarem de si, dificilmente conseguirá fazer com que o apoiem.

Mostre também que acompanha o seu trabalho, o tipo de projetos que apoiam e a satisfação com o conteúdo dos seus programas. Pense e fale de forma positiva. Seja sábio na construção de uma relação de confiança no processo de comunicação.