Tópico 6 Gestão do risco do projeto

O Project Management Institute define risco como “um evento ou condição incerta que tenha um efeito positivo ou negativo sobre os objetivos de um projeto”.

Como as organizações ou equipas de projeto funcionam num ambiente incerto e em constante mudança, o risco está sempre presente e deve ser monitorizado e avaliado. O risco pode afetar pessoas, processos, tecnologia e restantes recursos, tendo um impacto positivo ou negativo na conclusão do projeto. Por isso, os gestores de projeto devem utilizar várias técnicas e processos de gestão de risco para minimizar riscos potenciais e questões que podem descontrolar o orçamento planeado, o cronograma, a qualidade e a quantidade dos resultados do projeto.

Apesar da necessidade da gestão de risco ser parte integrante de todo o ciclo de vida do projeto, não é por vezes implementada corretamente, uma vez que é considerada uma despesa com retorno irelevante, o que expõe o projeto a atrasos, gestão deficiente dos custos e outros efeitos negativos, que podem potencialmente prejudicar a reputação da organização. Por conseguinte, a gestão do risco deve ser integrada no planeamento do projeto desde o seu início.

Idealmente, a gestão do risco do projeto é exercida de acordo com um Plano de gestão de risco (passo 1 do gráfico seguinte), que constitui o guião da gestão de risco dos projetos. O plano desenvolve-se em três eixos principais: identificação e avaliação dos riscos; criação de um plano de resposta aos riscos; e monitorização de riscos.

A Avaliação de riscos (passos 2 e 3 do gráfico) visa dar uma ideia clara sobre os tipos, a probabilidade e o impacto de os riscos potenciais que podem afetar o projeto, utilizando várias técnicas de avaliação de riscos. Identifica:

  • o evento de risco: o que pode acontecer que afete o projeto?
  • prazo de risco: quando poderá acontecer o evento de risco?
  • probabilidade: qual a probabilidade do evento de risco acontecer?
  • impacto: qual o impacto do evento de risco no projeto?
  • fatores: que fatores são suscetíveis de desencadear ou prevenir o evento de risco?

Processo de planeamento da Gestão de Riscos

Gráfico de Maria Kouri

Com base na análise de avaliação de risco, a probabilidade, bem como o impacto dos eventos de risco no projeto, pode ser classificada como alta, média ou baixa. De acordo com esta classificação, um gestor de projeto pode fazer um Plano de resposta aos riscos (passo 4), o que permite a tomada de decisões e o consequente planeamento da linha de ação, abordar o nível de probabilidade de ameaças de impacto para o projeto e capitalizar as oportunidades emergentes. Por outras palavras, é decidido, em primeiro lugar, qual o risco que o projeto pode suportar (tolerância de risco do projeto) e, em segundo lugar, que eventos de risco merecem a atenção e os recursos da equipa do projeto.

A Matriz de Risco é um instrumento útil para ajudar a estabelecer quais os riscos que devem ser ponderados. Posteriormente, são determinados os papéis e as responsabilidades para monitorizar os fatores de risco e são planeadas e comunicadas à equipa do projeto respostas eficazes aos eventos de risco.

O passo final neste processo é a Monitorização de riscos (passo 5). A monitorização do Plano de resposta aos riscos tem lugar, considerando, por exemplo, quais os fatores de alerta que tiveram êxito, até que ponto a equipa reagiu e seguiu o plano de ação, quais os efeitos negativos que foram ou não evitados, o que poderia ter sido feito de forma diferente/melhor, etc. Além disso, a monitorização envolve, entre outros, o acompanhamento contínuo dos riscos sinalizados e a identificação de novos riscos.

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